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China triplica as exportações para a RMC no início do ano
Em janeiro, movimentação chegou a US$ 52,6 milhões; chineses ultrapassam EUA no volume de negócios com a região
Bruna Mozer
Campinas
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) aumentou em 314,6% as compras de produtos chineses em um ano. Em janeiro desse ano, as importações da China somaram US$ 52,6 milhões. No mesmo mês do ano passado, as importações correspondiam a US$ 12,7 milhões.
Com o aumento triplicado, a China superou os Estados Unidos no ranking das importações para a região e se posiciona atrás somente da Ásia (exclui o Oriente Médio), com montante de US$ 333,8 milhões exportados para a região e União Européia, que em janeiro desse ano exportou US$ 65,8 milhões para a RMC.
Ambos registraram aumento nas vendas para as empresas da RMC em relação ao mesmo período do ano passado: 55,2% e 41,3%, respectivamente. Os dados são do boletim econômico da Puc-Campinas divulgado ontem.
O avanço da China no comércio exterior foi possível principalmente com a retração da economia de países potência como Estados Unidos e a União Européia diante da crise econômica mundial. Além de outros fatores como não cumprimento dos direitos trabalhistas que barateiam a mão-de-obra chinesa e também da pirataria.
“A economia chinesa vem ocupando um espaço muito grande no comércio internacional e já é a principal exportadora do mundo assumindo uma posição muito agressiva. Como a RMC é bastante voltada para setor de tecnologia, a região passa ser um potencial para as exportações daquele país”, afirma o economista da Puc-Campinas, Fábio Eduardo Iaderozza.
Diante desse cenário de avanço chinês, esse ano, os Estados Unidos deixaram a terceira posição no ranking de importações para a RMC e passou a ocupar o quarto lugar, com US$ 26,2 milhões em importações para as cidades da região. A expansão nas importações em relação ao ano passado foi a menor entre os países que exportam para a RMC: apenas 2,8%. No ano passado, o país norte-americano chegou a exportar para a região US$ 25,5 milhões.
O economista também considera que se houver recuperação da economia norte-americana e ela voltar aos patamares pré-crise, as retaliações às importações impostas pelo governo brasileiro com autorização da Organização Mundial de Comércio (OMC), não vão afetar as vendas daquele país à região.
“Ainda é muito cedo para saber se a região será afetada com a medida, mas se os Estados Unidos voltar a ser a potência de antes, o país não perderá posição nas vendas para a região”.
Exportações
Quando se trata das exportações da RMC, os países que compõe o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a Argentina continuam liderando o ranking. A região exportou em janeiro US$ 113,3 milhões para o Mercosul e US$ 102,9 para Argentina, com aumento de 39,3% e 39,9% respectivamente, em janeiro desse ano sobre janeiro de 2009.
Déficit
Apesar das exportações apresentarem crescimento de 15,9% em janeiro e as importações registrar uma queda de 7,6%, a balança comercial (importações menos exportações) da RMC ainda está com um déficit de US$ 445,7 milhões.
Em janeiro desse ano, a região exportou US$ 292,4 milhões e importou US$ 738,1 milhões. O déficit é resultado do mercado interno aquecido que demanda compra de insumos para atender o aumento na produção e no consumo, enquanto os demais países ainda não se recuperaram da crise econômica mundial.
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